quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

RIO QUENTE RESORTS

  

Por: A.K.Arahata

Em janeiro deste ano, eu e meu marido passamos uma semana no Rio Quente Resorts (GO), um complexo composto por parques aquáticos e 3 hotéis: Turismo, Pousada e Cristal.

Piscina infantil do hotel turismo.
A característica mais marcante, obviamente, é o fato de que todos os parques e as piscinas dos hotéis recebem água quente natural, com temperatura média de 37°C. Isto permite que as piscinas sejam frequentadas até mesmo debaixo de chuva ou à noite.

Também chamaram nossa atenção o atendimento dos funcionários dos hotéis e dos parques e a infraestrutura do local. Espalhados pelo parque há lanchonetes, bares (secos e molhados) e quiosques com alimentos e bebidas e muitas cadeiras. Apenas quando estava chovendo é que tivemos dificuldade de encontrar uma cadeira em um local coberto para deixar nossas coisas.

Atividades aquáticas

Piscina e bar molhado no
Parque das Fontes.
Há uma infinidade de atividades que podem ser feitas. O público é composto majoritariamente por famílias, e há opções para todos os gostos e idades.

As principais atrações são os dois parques, Parque das Fontes e Hot Park. O primeiro é composto por piscinas e duchas e fica aberto até mais tarde.

Escorregador com boia, no
Hot Park.
O segundo, além das piscinas, tem diversas atrações, como escorregadores de todos os tipos (com boia, com tapete de borracha, para adultos, para crianças); o Lazy River, um rio com leve correnteza; o Half Pipe (um escorregador enorme em forma de U); mergulho; caiaque; área para guerra de bexigas; piscina infantil (com um balde gigante que, ao ficar cheio, vira e transborda toda a água em quem estiver embaixo) e as praias artificiais que contam com piscinas com ondas nas quais é possível ter aulas de surfe. Estas últimas ficam na extremidade oposta à dos hotéis.

Lazy River.
Há vans que levam os hóspedes de 20 em 20 minutos, mas em alguns horários elas ficam lotadas e é necessário esperar a próxima. Nós não usamos este serviço, pois é possível caminhar até lá por dentro do parque (aproximadamente 20 minutos).

Outro inconveniente é que no final da tarde o Parque das Fontes fica bem cheio, pois o Hot Park fecha. Nesse horário, uma boa alternativa é ficar na piscina do hotel.



Half Pipe.
Piscina infantil.
O balde gigante transbordando.
Escorregador infantil.





















O Resort conta ainda com quadras de tênis, míni golfe, paint ball, viveiro de pássaros, lago para pesca esportiva, spa e academia de ginástica, atividades estas não incluídas no preço do ingresso do parque.

Hotel

Espaço kids: para ciranças de 2 a 4 anos.
Há 3 alternativas de hotéis para se hospedar no Rio Quente. O hotel Turismo, no qual nos hospedamos, permite acesso a pé até os parques aquáticos e próximas a ele estão diversas opções de atividades, como a pesca esportiva, as quadras de tênis e o míni golfe. Apesar de contar com áreas comuns bem cuidadas, os quartos bem que poderiam passar por uma renovação.

Neste hotel encontra-se o Espaço Kids (pago à parte), em que crianças de 2 a 4 anos podem ficar com monitores. O chão é coberto com tapete de borracha e há brinquedos e televisão.

Já o Hotel Pousada, apesar de ter mais opções de restaurantes, costuma ficar mais movimentado que os demais porque os ônibus que trazem visitantes de fora do complexo estacionam aqui. Também dá pra chegar a pé até os parques.

E, por último, o Hotel Cristal é novíssimo, mas amigos que se hospedaram lá reclamaram do inconveniente de ter que pegar um ônibus para se deslocar até o parque.

Os hóspedes dos hotéis do complexo não pagam ingresso para os parques, que custa R$ 98,00 por pessoa/por dia para quem se hospeda em outros lugares.

Alimentação

Há quiosques espalhados pelo parque que servem diversos alimentos: espeto, salgadinhos, sanduíches, bebidas, churros, porções etc.
Para refeições mais completas, além dos restaurantes dos hotéis, há uma pizzaria & gelateria, o Clube Chopp Brahma e o Marolo Café, próximos ao Hotel Pousada, o Lounge Stella Artois no Hotel Turismo e um restaurante na Praia do Cerrado.

Os preços nos quiosques e restaurantes é um pouco salgado, mas de maneira geral a comida é boa.

Se você precisar esquentar leite, precisará ir até o hotel ou até um dos restaurantes, pois os quiosques não têm microondas.

Descrição geral

Para circular pelo parque você precisa apenas de chinelo, toalha – cujo aluguel custa R$ 4 pelo período de hospedagem, podendo ser trocada a qualquer momento -, protetor solar e um cartão magnético que é passado a cada vez que se realiza um consumo em todos os quiosques, lojas, restaurantes ou atividades de lazer. Não é possível pagar de outra forma, apenas utilizando o cartão magnético do parque. Há fotógrafos espalhados por todo lado, que no final do dia disponibilizam as fotos em algumas lojas, mas vale a pena levar uma câmera à prova d’água, assim você pode levá-la consigo ao entrar na água. Há armários, mas não muitos. Não ouvimos falar em furtos, mas pelo que observamos ninguém carrega nada de valor pelo parque, nem câmeras fotográficas. As lojas de fotos, ao final do dia, estavam sempre cheias.

A circulação pelo parque é simples e há rampas por todos os lados, o que facilita o acesso de carrinhos de bebê.

Para se ter uma ideia do preço

Lago para pesca esportiva.
A comida é gostosa, mas um pouco cara: R$ 6,00 a cerveja em lata, R$ 4,80 o refrigerante, R$ 8 um sanduíche natural, R$ 5 o churros. O café da manhã custa R$ 32 e o buffet de almoço ou jantar, R$ 67 por pessoa, incluídos aí todos os pratos e a bebida (refrigerantes, sucos, água e cerveja).

O preço de algumas atividades não incluídas:

Ecopesca: R$ 24 por hora por pessoa (R$ 34 após as 17h)
Míni golfe.

Buddha Spa: R$ 380 um pacote para o casal, com massagem corporal, reflexologia, massagem facial, sucos e frutas.

Bird Land: R$ 32 por pessoa para entrar no viveiro, que é o maior da América Latina, interagir com os pássaros e tirar fotos com eles.

Tirolesa e arvorismo: R$ 18.

Mini golfe: R$ 18 por hora.

Se escolher viajar para o Rio Quente Resorts, fique entre 5 dias e 1 semana e hospede-se em um dos hotéis do complexo. As águas quentes, o serviço e a grande diversidade de atividades oferecidas certamente tornarão sua viagem bastante agradável. Nós recomendamos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A NETA DA MAHARANI: UMA VIAGEM ÀS NOSSAS ORIGENS

  



Você já parou para revisitar sua história? Quer dizer, revisitar mesmo, pesquisar quem são seus pais, como eles se conheceram e se casaram. Quem são seus avós, de quais países vieram, como tiveram seus pais, quais aventuras viveram? E, antes deles, seus bisavós?

Poucas pessoas que vivem no Brasil têm raízes antigas em nosso país. A maioria é filho ou neto de imigrantes, e geralmente nas nossas famílias há 4 ou 5 nacionalidades diferentes, com raízes dispersas por lugares longínquos e fascinantes, como Itália, Japão, Líbano, Portugal, China, África, Armênia, Coreia... Para sabermos quem realmente somos, às vezes temos que visitar ou revisitar os mais diferentes lugares. No livro A Neta da Maharani, da Primavera Editorial, é o que a autora e narradora, Maha Akhtar, procura fazer (clique aqui para ler uma resenha da imprensa sobre o livro).

No início da história verídica contada no livro, Maha vive uma vida perfeitamente cosmopolita em Nova York, trabalhando num grande canal de TV. Um dia, por causa de uma exigência burocrática, ela é obrigada a procurar sua certidão de nascimento. Crente que havia nascido em Sidney, na Austrália, contata o hospital e os serviços de registro do país, e, depois de extensiva pesquisa, descobre que seu nascimento não havia sido documentado lá. Assim, inicia uma busca para saber quem ela realmente é, e no caminho se depara com a incrível e tortuosa história de sua família: desde a vida de  sua bisavó espanhola e de seu bisavô, um verdadeiro maharaja indiano, até os sonhos destruídos e a vida alquebrada de sua própria mãe.

No processo, Maha compreende muitas coisas sobre si mesma, que a deixavam confusa e intrigada pelo simples motivo de nunca ter sabido a verdade sobre suas origens. Compreende também atitudes inexplicáveis de sua própria mãe, que, em certo momento, haviam provocado revolta nela, mas que depois se tranformaram em compreensão e até gratidão.

Place des Vosges
(foto do site www.conexaoparis.com.br)
A história da família de Maha nos leva por muitas viagens literárias. Através dessa história, através dos olhos da mãe de Maha, por exemplo, sentimos como é ser jovem e inocente, e estar em Paris pela primeira vez ao lado de seu amado: tinham "alugado uma casinha na Rue de Bearn, ao lado da Place des Vosges, no Marais. Zahra estava encantada com ela, com Paris." Ficaram na cidade por algumas semanas, fazendo compras nos mercados, vivendo num apartamento parisiense, curtindo a cidade-luz sem pressa, como deveriam ser todas as viagens a Paris...

Desfile da Semana Santa em Sevilha.
(foto do site
espanhaquiaolado.wordpress.com)
Mais tarde, ele a leva a Sevilha, onde ela "presenciou sua primeira procissão da Semana Santa, sentiu-se envolvida ao ver a banda de música que ia na frente, seguida pelos penitentes, os nazarenos e depois a passagem de Cristo, antecedendo a Virgem, em todo seu esplendor." "Quando Jesus passou em frente a eles, Zahra reparou que as pessoas choravam ao se lembrar de sua crucificação." A certa altura, um homem começou a cantar, e ela "entendeu que a emoção transbordante que se sente ao contemplar esses lindos carros só pode ser expressa pelo canto." Zahra, apesar de muçulmana, não pôde deixar de se emocionar com a procissão.

Em outro momento da história, quando a bisavó de Maha chega à Índia pela primeira vez, encontra uma Bombaim "enorme e extensa que, para seus olhos pouco acostumados, lhe pareceu muito estranha. No píer viu vacas, cabras, cachorros e galinhas. Reparou que as pessoas tinham a pele muito escura, quase negra." "Viu choças feitas com um pedaço de pano e quatro paus; as pessoas se sentavam ali embaixo, era seu lar." Para uma mulher nascida e criada na Espanha, foi uma visão bizarra e chocante.

Alhambra. (foto do site
http://www.alicante-costablanca-spain.com/)
A história nos leva ainda a costumes antigos dos povos que estão nas origens da autora: um passeio por um mercado ao ar livre em Beirute, uma lauta e autêntica refeição árabe em Damasco, um casamento indiano com toda pompa e tradição, e a uma viagem que a própria autora fez a Granada na sua adolescência. Nessa viagem, Maha ficou fascinada com a vista de seu quarto, de onde conseguia ver a lua brilhando sobre o famoso palácio de Alhambra com suas filigranas, janelas, arcos, pátios...

Maha narra a visita de suas antepassadas a esses fascinantes lugares, e também como sua avó, sua mãe e ela própria revisitaram alguns deles anos depois, muitas vezes sem sequer terem conhecimento de que suas ancestrais haviam estado nas mesmas cidades, passado pelas mesmas ruas... De várias maneiras, através de várias gerações, esses lugares estão conectados, emaranhados, embaralhados na mente, no coração e nas origens da autora. O livro inspira a conhecê-los: Granada, Sevilha, Paris, Beirute, Madri, Nova York.

No entanto, mais do que conhecer lugares fascinantes, a história de Maha nos inspira a conhecer aqueles que têm relação com a nossa história, onde estiveram nossos antepassados; os lugares onde se passaram as histórias de nossos pais e nossos avós; os lugares que os povos aos quais pertencemos construíram com tanto sacrifício e arte.

E você, se tivesse que escolher um lugar, ligado ao seu passado e da sua família, para visitar, qual seria? Qual país, cidade ou bairro você visitaria se fosse buscar suas raízes e a origem da sua história? Até sexta-feira, dia 2/3/2012, clique nesse link para preencher o formulário e responder à pergunta, e estará automaticamente concorrendo a um exemplar do livro "A Neta da Maharani".

No dia 7/3, publicaremos os resultados da enquete com todos os lugares mencionados por nossos leitores, e os ganhadores do sorteio.

Mecânica do sorteio: cada formulário preenchido recebe um número automático atribuído pelo Survey Monkey. No dia do sorteio, utilizaremos o site random.org para escolher aleatoriamente os números de questionários que ganharão os exemplares do livro. Boa sorte!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

VIAJANDO COM OS LIVROS

 

No final do ano passado, a Primavera Editorial gentilmente ofereceu alguns livros para sortearmos entre vocês, leitores do FR. Imediatamente ficamos animados! Se pudéssemos colocar num ranking os interesses da nossa família, viajar (obviamente) viria em primeiro lugar. Num segundo lugar bem próximo com certeza estão os livros!

Nos meses em que estamos presos à nossa cidade por causa do trabalho e da escola, viajamos incessantemente através dos livros e da internet. Lemos sites de lugares interessantes, acessamos links com informações sobre viagens, devoramos guias inteiros de viagem (de capa a capa!) antes de pôr o pé na estrada, lemos livros com relatos de outras pessoas sobre suas aventuras na Antártida ou no Everest, revistas de viagem, e temos pilhas e pilhas de livros com lindas fotos dos mais variados destinos do mundo... Nosso filho lê e relê os livros e guias que comprou nas viagens passadas: sobre a fauna do Atacama, sobre as obras de Gaudí, sobre criaturas marinhas, sobre os parques da Disney. Ler certamente é uma forma de viajar sem sair de casa. Um clichê, mas, como quase todos os clichês, é verdadeiro.

Por isso, quando a Primavera propôs que associássemos os livros a viagens, literárias ou literais, e ainda por cima levando junto nossos leitores através do sorteio de exemplares dos livros, topamos na hora. O primeiro livro a ser sorteado será A Neta da Maharani, de Maha Akhtar.

Em breve publicaremos um post sobre o livro, e as instruções para você participar do primeiro sorteio. Fique ligado!