sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MAGIC KINGDOM: REALMENTE... MÁGICO!

Nossa viagem foi assim:
Época: janeiro *****
Hotel: Yacht Club *****
Faixa etária das crianças (para o MK): 1-3 anos *****; 3-5 anos ****; 5-7 anos *****



Através das buscas que chegam ao nosso site, e das conversas com amigos que estão a caminho da Disney, percebemos que muitas pessoas gostariam de saber exatamente como é cada parque, se vale a pena visitá-lo, como são os brinquedos, qual a idade mais apropriada para cada um, etc. Por isso, resolvemos postar nossa experiência nos parques de Orlando, nossa opinião (somente sobre os brinquedos que tivemos oportunidade de conhecer), e algumas dicas práticas para visitar cada um.

Como não poderia deixar de ser, o Magic Kingdom é o primeiro que vamos compartilhar. Magic Kingdom é aquele parque que tem o castelo da Cinderela; para muitos, sinônimo de Disney. Realmente, esse é o parque onde a fantasia e a magia estão mais presentes. Muitas vezes, mesmo tendo chegado a Orlando, enquanto não entramos no Magic Kingdom, não temos ainda aquela sensação de estar realmente na Disney.

Se você se vira bem no inglês, acesse http://allears.net/tp/mk/mk.htm para informações bem objetivas e relevantes sobre o parque.

Melhor idade

O Magic Kingdom é o melhor parque de Orlando para crianças pequenas, pois tem uma "terra" inteira dedicada a elas, o Fantasyland. As meninas, em especial, adoram ver o Castelo da Cinderela. Tem 2 montanhas-russas (amenas, não radicais), mais as atrações de Frontierland e Adventureland, que agradam em cheio as crianças maiores. Por outro lado, não tem nenhum brinquedo radical para adolescentes e adultos, mas não conhecemos nenhum que não tenha gostado do lugar...

Quanto tempo reservar para o Magic Kingdom?

Você vai gastar no mínimo 1 dia e meio para curtir esse parque. O primeiro impulso da maioria das famílias é correr para o Magic Kingdom (MK) no primeiro dia da viagem. Não é uma má ideia se você estiver com crianças pequenas, pois elas não o deixarão em paz enquanto não forem a esse parque. Na verdade, nossas crianças gostaram tanto dele que acabamos visitando três vezes em uma viagem de 8 dias! A única ressalva é se o primeiro dia da sua viagem for um fim-de-semana, um feriado americano (seja nacional, estadual ou municipal; verifique em http://www.allears.net/), ou um dia de Extra Magic Hours. Esse dia é aquele em que os hóspedes do complexo Disney podem entrar mais cedo no parque, e você pode descobrir quais são no site da Disney (http://www.waltdisneyworld.com/). Então, se for o dia do MK, a tendência é que ele se encha rapidamente, desde cedo, com os hóspedes Disney. Se não for nenhum desses casos, então o parque não vai estar lotado. Faça como a gente e corra para o MK no primeiro dia. Você vai "entrar no clima" rapidinho, assim que colocar os pés lá dentro.


Crystal Palace à noite
Recomendamos o esquema que usamos no dia de nossa chegada a Orlando. A maioria dos voos aterrissa entre 8 e 11 da manhã, deixando você com meio dia um pouco "inútil" - nem dá pra curtir um parque todo, e é muito tempo para ficar sem fazer nada. Nós reservamos para o primeiro dia de nossa chegada um jantar com o Urso Pooh no Crystal Palace, dentro do MK. Assim, chegamos do aeroporto na hora do almoço, comemos, relaxamos no hotel, arrumamos a bagagem no quarto, e seguimos para o MK na noite do primeiro dia. Dessa forma, esse "meio dia" que seria perdido foi muito bem aproveitado. Andamos em dois ou três dos brinquedos com menos fila, assistimos à parada noturna e ao show de fogos. Depois, fomos embora, e retornamos para aproveitar o parque em si num outro dia, logo de manhã. O único cuidado é não marcar o jantar muito tarde. Existe uma pequena diferença de horário entre o Brasil e Orlando, que pode atrapalhar seus planos se você marcar o jantar muito tarde.

Dessa forma, no segundo dia, pudemos ficar andando nas atrações, ao invés de interromper nosso programa para assistir à parada. Esse é o momento, aliás, em que os brinquedos ficam mais vazios; um dos melhores horários para ir às atrações que têm muita fila. Brincamos até dizer chega nesse segundo dia, e fomos embora antes dos fogos sem nenhum peso na consciência, pois já havíamos assistido no primeiro dia. Se deixássemos para fazer tudo de uma vez só, com certeza as crianças não teriam aguentado o pique.

Quanto às duas paradas do Magic Kingdom, são interessantes para ver personagens, mas a que vale a pena mesmo, em nossa opinião, é a noturna, pois é linda, cheia de luzes e magia. Assista à parada da tarde apenas uma vez, se suas crianças gostarem desse tipo de atração. Se a paciência estiver curta, economize-a para usar na parada noturna.

Dicas para visitar

Além de evitar fins-de-semana, feriados e dias de Extra Magic Hours, há algumas dicas que você pode seguir para tornar seu dia no MK mais proveitoso. Antes de sair de casa, acesse o mapa do parque no site da Disney, e dê uma olhada no layout e onde ficam as atrações que você mais quer visitar (veja todos os mapas do Walt Disney World em http://disneyworld.disney.go.com/maps/).

Aproveite para ver quais atrações oferecem o Fast Pass. É um esquema muito inteligente - e gratuito - da Disney para diminuir o tempo de espera nas filas. As atrações que têm Fast Pass (só as mais concorridas) têm, ao lado da entrada, um local com as máquinas que distribuem o passe. Você introduz o seu ingresso do parque na máquina, e ela vai emitir um Fast Pass para cada ingresso inserido. No passe, estará marcado um intervalo de uma hora, no qual você deverá retornar à atração e entrar direto, praticamente sem fila. A única limitação é que você só poderá tirar outro Fast Pass a partir de um certo horário, indicado em letras pequenas no seu passe. A dica, obviamente, é que quem vai buscar o Fast Pass tem que ter em mãos os ingressos da família inteira, pois a máquina só emite um por ingresso.

Multidão na Main Street
A entrada do Magic Kingdom é uma "rua" charmosa, com lojas, lanchonetes e restaurantes dos dois lados, chamada Main Street USA. No final dessa rua, há uma praça redonda atrás da qual fica o Castelo da Cinderela. Essa praça é o ponto central do parque, ao redor do qual se localizam as "terras" do MK. Começando pela direita, a primeira terra é Tomorrowland, com ambientação futurista. Continuando em sentido anti-horário, vem Fantasyland (exatamente atrás do Castelo), a mais apropriada para crianças pequenas. A próxima é Frontierland, com tema de faroeste, e finalmente Adventureland, inspirada em aventuras longínquas (Caribe, Oriente, etc). Essas últimas duas são as mais atraentes para crianças maiores.

Chegue meia hora antes da abertura do parque (veja os horários em http://disneyworld.disney.go.com/calendars/), se você quiser andar sem fila nas três grandes atrações: Big Thunder Mountain, Space Mountain e Splash Mountain. São atrações tipo montanha-russa (Splash Mountain é um "flume ride"), apesar de amenas em comparação com suas concorrentes de outros parques. Se houver adultos e crianças grandes na sua turma, com certeza vocês vão querer conhecê-las. A dica é se dirigir para a Space Mountain assim que o parque abrir. Essa montanha, que fica em Tomorrowland, acaba de ser reinaugurada após uma reforma, portanto durante alguns meses vai atrair multidões. As outras duas ficam à esquerda do castelo, do lado oposto. Então vá à Space Mountain logo de manhã bem cedo, e assim que sair dela pegue o Fast Pass para a outra. Assim que o horário do Fast Pass liberar, pegue outro passe para a terceira montanha, daí você terá assegurado pelo menos uma visita a cada uma delas.

Outras atrações que vale a pena ir cedo são as do Fantasyland: Dumbo, Peter Pan, Urso Pooh e Branca de Neve. Nesse caso, se você tiver crianças pequenas, deve ir direto para Fantasy Land e ir uma vez em cada uma delas (prioridade para Urso Pooh, que acaba de ser totalmente reformulado, seguido por Peter Pan e Dumbo, que enchem mais rápido e têm filas longas o dia todo). Depois, pode visitar os outros lugares com mais calma.

Para esse plano funcionar, é bom fazer aquela visita no fim da tarde do primeiro dia da sua viagem. Isso porque tanto você quanto as crianças vão entrar no MK literalmente babando. O parque é lindo, mágico, e logo na entrada sempre há um monte de personagens para tirar fotos. É impossível entrar nele e seguir correndo para uma atração - aliás, é até sem graça, pois andar devagar e deliciar-se com o clima do lugar faz parte da viagem. Então, se você já tiver visitado e se embasbacado bastante, vai poder aproveitar as atrações logo cedo no segundo dia.

A outra dica é, se você estiver com crianças pequenas e quiser ir direto para Fantasyland, pegar o trenzinho na Main Street Station. Essa estação fica logo na entrada, antes mesmo de passar por Main Street. A única desvantagem é que não pode entrar de carrinho, é preciso dobrá-lo para embarcar. Ainda assim, você evita ter que atravessar a metade do parque a pé, o que, com criança pequena, é impossível de fazer rápido. O trenzinho, por outro lado, deixa você pertinho das atrações, no Frontierland ou no Fantasyland. Você pode andar com seus pequenos logo de manhã em tudo que tem muita fila, e depois fica com bastante tempo para passear calmamente e parar em todos os lugares que eles tiverem vontade.

Tico e Teco no MK
No Magic Kingdom os personagens têm destaque, estão distribuídos por todo o parque e podem ser vistos várias vezes ao dia. O único problema é que, a cada parada para tirar foto com personagens e pegar seus autógrafos (a Disney até vende um caderninho para colecionar os autógrafos), você gastará no mínimo 15 minutos. Por isso, às vezes é até melhor dar uma desviada...

Deixe atrações de grande capacidade, como Mickey Philarmagic (cinema 3D muito divertido), Haunted Mansion e Piratas do Caribe para a parte da tarde. Especialmente nos dias quentes, entrar no ar condicionado e no escurinho desses brinquedos é uma bênção!

Show de fogos é imperdível, mas
exige estratégia para sair do parque
Finalmente, na hora da saída todo cuidado é pouco. Se você for ficar para os fogos, tem duas alternativas: ou fica num lugar logo no início da Main Street, perto da saída, ou espera uma boa meia hora, após o final dos fogos, antes de começar a se dirigir para as catracas. Isso porque, assim que terminam os fogos, uma horda de milhares de pessoas tenta sair simultaneamente do parque. Além das dificuldades óbvias de milhares de pessoas andando por uma única rua, entre elas a possibilidade de perder uma criança na multidão, ainda há um problema adicional no caso do MK. É que, uma vez fora do parque, TODOS os visitantes têm que embarcar nos trams (trenzinhos) para chegar ao estacionamento. Então, quando sair do parque, você vai se deparar com uma fila enorme de gente tentando pegar o tram. Seja um dos primeiros ou um dos últimos a sair após os fogos, e a fila não será tão grande.

Se você se encontrar de repente, no horário da saída ou das paradas, perto da rotatória do castelo, e quiser por algum motivo ir para a saída, há um atalho. As lojas da Main Street, de ambos os lados, são separadas somente na fachada. Por dentro, todas se comunicam através de passagens, portanto se você entrar em qualquer uma delas, poderá ir passando de uma loja para outra sem precisar voltar para a rua. Assim, você pode chegar da saída até perto do castelo, ou o contrário, passando por dentro das lojas.

Onde comer e refeições com personagens

Faça uma reserva para o almoço em algum restaurante full service (serviço com garçons), pois a comida dos fast-foods desse parque é em geral bem fraca. Além disso, o MK é muito grande, então, se você não se sentar na hora do almoço para um descanso, pode não aguentar até o fim do dia. Os melhores restaurantes são o Liberty Tree Tavern e o Crystal Palace. Nós jantamos um dia no Tony´s Town Square e a comida era razoável, apesar do serviço um pouco rude e apressado. O Liberty Tree tem um cardápio limitado, mas a comida é gostosa e substanciosa.]

Tigrão é destaque no
Crystal Palace
No Crystal Palace tem também o jantar com Urso Pooh, um dos melhores jantares com personagens que fizemos. A comida do buffet é razoável, o restaurante fica dentro do MK, e os personagens aparecem com bastante frequência, não deixando ninguém de lado. O destaque dos personagens é o Tigrão, que pula entre as mesas e faz estripulias que provocam muitas risadas nas crianças.

O jantar com personagem mais famoso do Magic Kingdom, no entanto, é o do Castelo da Cinderela. Nós não participamos deste. Em primeiro lugar, porque é a reserva mais difícil de conseguir na Disney toda. Você tem que ligar no primeiro minuto do primeiro dia em que se abrem as reservas, ou não conseguirá lugar. Além disso, muitas pessoas reclamam que o serviço é apressado, para liberar rápido as mesas, e a Cinderela e as outras princesas ficam pouquíssimo tempo com as crianças. Ao invés desse, fizemos o jantar com princesas do Arkeshus, no Epcot, que é muito legal para meninas, mas sobre ele falaremos quando postarmos sobre esse parque.

Se você estiver na Main Street ou pertinho do Castelo e bater aquela fominha fora de hora, entre na padaria que fica na Main Street, à direita de quem entra no parque. Lá tem delícias como croissants, donuts e cookies, realmente muito bons! O único problema é que em determinados horários a fila para um croissant fica mais longa que a da Space Mountain.

Nossos brinquedos preferidos

Obviamente os brinquedos preferidos variam de pessoa para pessoa, mas vamos contar aqui nossas preferências estritamente pessoais, sem nenhuma intenção de sermos objetivos!

1. Fantasyland e Toontown Fair: a área dedicada a crianças pequenas. Há planos para uma renovação completa do Fantasyland, que se iniciou esse ano e acabará em 2012 (detalhes em http://allears.net/tp/mk/fant_expansion.htm). Informe-se sobre fechamento de partes da área, de brinquedos e novas inaugurações, antes de embarcar (no http://www.mousesavers.com/ sai o calendário de todos os fechamentos e manutenções).
* Nova atualização: em janeiro de 2013 a expansão do Fantasyland ainda não estava concluída. Metade da área está fechada por tapumes e apenas algumas das atrações estão funcionando. Continue acompanhando as notícias nos sites da internet, especialmente o blog da Disney, para saber quando a área estará em pleno funcionamento.
  - Peter Pan´s Flight *****: um pouco antigo, é aquele tipo de brinquedo em que você embarca num carrinho (esse imita um barco) e vai passando por cenas da história do Peter Pan, tipo de atração conhecida em inglês como "dark ride". É bonito, mas curto e não vale uma longa espera. Normalmente a fila fica bem longa até bem tarde, então vá nesse logo de manhã. Não é assustador, mas não vá se seus filhos tiverem medo do escuro.
  - Dumbo ***: todas as crianças embarcam nos elefantinhos e o brinquedo começa a girar, com os elefantes subindo e descendo. Todo parque de diversões já teve ou tem uma imitação desse brinquedo. O da Disney é maior e voa mais alto, mas também não vale a espera porque é um brinquedo que tem em todos os parques do mundo... O problema é que, se você estiver com crianças menores de 4, 5 anos, elas não vão arredar pé enquanto não forem uma ou duas vezes no Dumbo. Então vá bem cedo, pois a fila também é longa o dia todo.
Um dos cenários do Winnie the Pooh
  - The Many Adventures of Winnie the Pooh *****: como Peter Pan, também é um "dark ride", psicodélico, colorido e divertido. Foi reformado recentemente, e ganhou uma área de fila caprichada, com playground, brinquedos para as crianças, e telas interativas com tecnologia "touch" para fazer desenhos no mel.
  - Mickey´s Phillarmagic *****: cinema 3D com efeitos táteis (ventinho, água, etc). Agora não é mais novidade, mas o desenho é muito divertido e bem feito, estrelando Mickey e Donald (o responsável pelas trapalhadas). Novamente, não vá com crianças que têm medo do escuro e de sons altos. O filme não tem nada de assustador, mas o som é mais alto que a média dos cinemas.
  - Snow White´s Scary Adventures **: outro "dark ride", dessa vez com tema da Branca de Neve. Além de escura, essa atração dá bastante ênfase à bruxa má, portanto é bem assustadora para crianças pequenas.
  - Cinderella´s Golden Carroussel ***: até que para um carrossel esse é bem grande e bonito. Mas é só. Fora a graça de estar num carrossel à sombra do Castelo da Cinderela, não tem nada de diferente. Só vá se não tiver fila, ou se seu filho for fanático por esse tipo de brinquedo.
  - Mad Tea Party **: também imitado em vários parques no mundo, você se senta dentro de uma xícara, e a xícara gira, a plataforma toda gira, tudo gira. É bem forte, não vá se tiver estômago fraco. Quase nunca tem fila longa.
  - The Barnstormer ****: montanha-russa infantil inspirada no Pateta. O cenário é legal e o trajeto, emocionante, sem ser radical demais. Boa para iniciar as crianças em montanha-russa, antes de tentar a Big Thunder Mountain.

2. Frontierland & Liberty Square: com tema do velho oeste, Frontierland agrada em cheio as crianças maiores; Liberty Square, com tema da América Colonial, tem algumas atrações bem "americanoides", que não têm a menor graça para brasileiros, como Hall of Presidents.
  - Big Thunder Mountain *****: de longe, a atração preferida das crianças maiores (as que tinham altura para ir nela). Imita um trenzinho circulando por uma montanha onde funcionava uma mina abandonada, com muitas curvas e descidas curtas, passando por cavernas (curtas e escuras) e por barracões "abandonados". É uma montanha-russa bem longa (quase 5 minutos de trajeto), cheia de emoção, mas não muito radical, ideal para os pequenos iniciarem sua carreira de montanhas-russas. Como ela é comprida e tem umas partes escuras, pode assustar um pouco as crianças mais impressionáveis. Os demais vão adorar!
  - Haunted Mansion *****: seguindo na linha sombria, a casa mal-assombrada da Disney é certamente uma das melhores do mundo. É uma atração clássica - lembro-me dela na minha primeira viagem à Disney há mais de 25 anos! Mas continua atual, com efeitos fantasmagóricos para ninguém botar defeito. Você entra numa gôndola para até dois adultos e uma criança, e é levado num "tour" pela grande mansão. Não tem quedas ou sustos, apenas escuridão e cenas um pouco assustadoras.
  - Splash Mountain *****: na nossa viagem com as crianças, essa montanha estava fechada para manutenção. Que decepção! Fizemos questão de colocá-la aqui, mesmo não tendo estado nela há pelo menos 12 anos, porque é um brinquedo que vale a pena. Os visitantes vão sendo levados em barcos imitando troncos através de cenas da história sobre o coelho Brer Rabbit (acho que atualmente a Splash Mountain é o único lugar do mundo onde esse coelho aparece). No final, uma queda vertiginosa que joga água por todos os lados. Emocionante! Cuidado, pois você vai se molhar, e a queda é relativamente forte, apesar de ser só no final e ser uma parte pequena da atração.
  - Tom Sawyer Island *: nossas crianças são do tipo que gostam de explorar, andar, descobrir coisas. Mesmo assim, não viram a menor graça nessa ilha, que supostamente deveria ser um lugar para, bem, explorar. Se mesmo assim você quiser chegar até ela, pegue a balsa em frente à Big Thunder Mountain.

3. Adventureland: o tema dessa terra é pouco distinto da Frontierland. Você passará de uma para outra mal notando a diferença, mas basicamente Adventureland diz respeito a terras longínquas, como Oriente e Caribe. Tem relativamente poucos brinquedos, com grande destaque para o Piratas do Caribe, mas é bem bonita e agradável.
Cena do Piratas do Caribe
 - Piratas do Caribe *****: no fim das contas, foi o brinquedo que mais frequentamos na Disney toda. Isso porque, além de muito, mas muito legal mesmo (principalmente para os fãs de Jack Sparrow), é uma atração cuja fila anda bem rápido. Então, cada vez que íamos nela, uma vez acabava virando três. Uma vez até ficamos presos lá dentro por um problema técnico, e saímos tendo praticamente decorado a música que toca sem parar. Os visitantes entram em grandes barcos, e vão circulando pelos cenários que contam uma história de piratas. Tem até tiro de canhão e uma cidade em chamas. É uma atração bem escura e um pouco sombria, e inclui uma pequena queda que dá um friozinho na barriga. O filme Piratas do Caribe foi inspirado nesse brinquedo, e, diante do sucesso do cinema, a Disney incluiu os personagens do filme nos cenários da atração. Se você der sorte, pode até cruzar com um sósia do Jack Sparrow andando ali perto da entrada do Piratas... Não deixe de visitar a loja, que é uma das melhores do parque, com itens de pirata que você não vai encontrar em outro lugar.
  - The Magic Carpets of Aladdin ***: o princípio é o mesmo do Dumbo, só que as pessoas se sentam em tapetes voadores. É mais legal que o Dumbo porque voa mais alto e tem um camelo que fica cuspindo água nos visitantes, e você fica tentando desviar do camelo (é você quem controla a subida e descida do tapete).

4. Tomorrowland: quanto ao tema, é certamente a área mais feia do Magic Kingdom. Na época da abertura do parque, pretendia ser algo futurista e moderno, mas para os dias de hoje está bem desatualizada. Isso não impede todo mundo de se divertir - e muito! - nessa terra.
  - Space Mountain *****: foi uma das primeiras montanhas-russas no escuro. Ela é escura, sim, mas não é muito radical e nem vai dar enjoos na maioria das pessoas. Então, se suas crianças não tiverem medo do escuro, a diversão é garantida! Ela acaba de ser reformada e ganhou uma fila high-tech, em que as pessoas que aguardam a entrada no brinquedo podem ficar jogando videogames simples. Foram incluídos também elementos decorativos, como imagens do espaço e astronautas. O carrinho foi substituído e não agradou a todos: as laterais são muito baixas, não segurando a pessoa adequadamente nas curvas. Nós, particularmente, gostamos bastante da nova versão, e achamos que continua valendo a pena.
  - Tomorrowland Transit Authority **: passeio num trenzinho suspenso sobre Tomorrowland, bem sem graça, principalmente considerando a feiúra dessa parte do parque. Mas dá oportunidade de olhar dentro da Space Mountain.
  - Stitch´s Great Escape **: antes de ter o tema do Stitch, essa atração era sobre Alien, o 7o Passageiro. Naquela época, era totalmente aterrorizante. Hoje, continua sendo, por isso não combina em nada com o simpático Stitch. Os visitantes se sentam em cadeiras individuais, ficando literalmente presos pela barra de segurança, num "anfiteatro" no centro do qual aparece o Stitch numa redoma de vidro. A certa altura, a energia "cai" (ou seja, fica tudo escuro como breu), e Stitch escapa do meio do teatro. Através de efeitos sonoros e táteis, Stitch "corre" no escuro em volta do teatro, pregando peças e dando sustos nas pessoas. Meio sem propósito e, na nossa opinião, de mau gosto.
  - Buzz Lightyear´s Space Ranger Spin ****: os passageiros embarcam em carrinhos de dois em dois, e vão passando por cenários nos quais têm que atirar, usando as armas espaciais instaladas nos carrinhos e valendo pontos. É muito divertido e não tem restrição para ninguém!
  - Astro Orbiter ***: você pensaria que uma terceira atração no mesmo estilo do Dumbo já é demais, mas a Disney e os visitantes discordam! Tanto o Astro Orbiter, quanto o Magic Carpets, quanto o Dumbo vivem cheios e com longas filas. No dia que nós fomos, o menos cheio dos três era o Magic Carpets.

Os brinquedos do MK que não foram mencionados aqui são os que não visitamos, portanto não temos como dar opinião. Se você foi a algum brinquedo no parque que não está nesse post, envie um comentário através do formulário, contando aos nossos leitores como foi sua experiência.

Compras e mais compras!

Comprar no Magic Kingdom é parte essencial da curtição. Todo brinquedo termina em uma loja, e cada loja tem itens especiais que não se encontram em outros lugares. Não há nenhuma loja na Disney que tenha todos os produtos, portanto algumas coisas você vai querer comprar na hora. Afinal, estamos nos Estados Unidos, país do consumo por excelência. Então, reserve uma pequena verba diária para cada membro da família fazer suas compras por impulso nos parques. Combine com as crianças que, quando acabar aquele dinheiro, só poderão comprar mais coisas no dia seguinte, em outro parque. Assim, você pode ficar mais relaxado.

No MK, compre alguns artigos que não há em outros lugares, como itens de pirata, faroeste, enfeites de natal (disponíveis o ano todo numa loja perto do Castelo), e artigos específicos de cada atração (camiseta da Big Thunder Mountain, por exemplo). No MK há também uma das maiores lojas da Disney, a Emporium, que fica na Main Street. Sua variedade só é igualada pela loja de Downtown Disney. Mas atenção: mesmo nessa loja, não há toda a variedade de artigos oferecidos no parque como um todo (seria impossível). Então alguns itens você tem que comprar nas demais lojas, não tem aquela história de "vamos deixar pra comprar tudo de uma vez na Emporium".

Para qualquer loja, e para a Emporium em particular, vale o aviso: não deixe para fazer compras depois das 5 da tarde. As lojas maiores ficam lotadas, pois todos pensam da mesma maneira: brincar primeiro, comprar tudo de uma vez depois, para não precisar ficar carregando sacolas. Então, o ideal é ir comprando as coisas aos poucos, antes do fim do dia.

Um problema que você poderá enfrentar é como carregar as compras. Você vai querer, ao sair do Piratas do Caribe, comprar os itens de pirata na hora, caso contrário vai ter que voltar de lá do outro lado do parque para comprar depois. Se você estiver hospedado na Disney, pode mandar entregar suas compras no seu hotel. Você preenche um formulário na loja, na hora do pagamento, e os itens serão entregues na loja do seu hotel até a tarde do dia seguinte. Você deve ir buscá-los lá, pois não há entrega nos quartos. Obviamente esse esquema não funcionará no último dia da sua viagem.

Se você não estiver hospedado na Disney e tiver uma criança pequena com você, use o carrinho de bebê para pendurar as sacolas. Mesmo tendo que deixar o carrinho estacionado para ir nos brinquedos, ninguém mexerá nos seus pertences pessoais. A outra opção, especialmente para quem não precisa de um carrinho de bebê, é alugar um armário na entrada do parque. Umas duas ou três vezes ao longo do dia, um membro da família volta para guardar as compras nesse armário. O inconveniente desse esquema é ter que ficar indo e vindo várias vezes, pois o parque é bem grande.

A última opção é carregar uma mochila vazia, que você irá enchendo ao longo do dia com as compras. Qualquer que seja o esquema, não caia no erro de achar que vai conseguir sair dos parques da Disney sem ter comprado nada. Melhor planejar com antecedência, inclusive economizando, antes da viagem, especificamente para esses gastos, e já definindo um limite para eles. Assim você não corre o risco de ficar sem dinheiro ou limite no cartão de crédito, no meio da sua viagem.

Uma dica para as famílias com meninas e meninos mais vaidosos é cortar o cabelo no "barbeiro" da Main Street. O preço é de um corte normal, mas o profissional faz um penteado bem legal na criança, usando gel para os meninos e glitter, spray, etc nas meninas. Nossa família não chegou a experimentar esse corte de cabelo, mas nos foruns da internet os disneymaníacos recomendam bastante.

Para quem pretende visitar o Magic Kingdom, esperamos que essas dicas tenham sido úteis. Para quem não pretendia visitar, esperamos que tenham aproveitado esse pequeno tour virtual. Afinal, em nossa opinião, esse é um parque realmente mágico!

Veja o mapa da região:



Texto gentilmente revisado por A.K. Arahata.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

IBEROSTAR BAHIA: UMA AVALIAÇÃO NUA E CRUA.

Nossa viagem foi assim:
Época: setembro ****
Hotel: Iberostar Bahia *****
Faixa etária das crianças: 5-7 anos *****


Quando as pessoas pensam em viajar com as crianças, uma das primeiras opções que vêm à cabeça é um resort. Para nós não é diferente! Uma de nossas primeiras viagens, quando nosso filho tinha 2 anos, foi para o resort da praia de Serrambi, pertinho de Porto de Galinhas. Um ano depois, fomos à Costa do Sauípe, na época em que os hotéis ainda eram administrados por Sofitel, Renaissance e Marriot. E, finalmente, num feriado em que estávamos buscando um lugar para relaxar e descansar bastante, fomos conhecer o famoso Iberostar, na Praia do Forte. Esse é um dos resorts mais conhecidos e comentados, mas será que é tão bom assim? Bem, pudemos conferir pessoalmente e contamos tudo agora pra você!

O lado bom: muito espaço, piscinas excelentes e a Praia do Forte aos seus pés

O Iberostar é um hotel GRANDE. Na verdade, são dois hotéis: o Iberostar Praia do Forte, mais caro e menos cheio; e o Iberostar Bahia, que é vendido na maioria dos pacotes das operadoras. Quem fica no Praia do Forte pode frequentar o Bahia, mas o inverso não ocorre. Portanto, o Iberostar Praia do Forte deve ser menos cheio e mais exclusivo. No nosso caso, ficamos no Iberostar Bahia, como a grande maioria das pessoas.

O hotel é realmente grande *
(foto: divulgação Iberostar)
Quando falamos sobre o tamanho do hotel, não estamos exagerando: são mais de 600 quartos, 6 restaurantes, 6 piscinas, espalhados em uma área enorme! A área não é só gigantesca, também é muito bonita e bem cuidada. Desde o lobby até os jardins, passando por piscinas e outras instalações, tudo é grande e espalhado. Apenas um aviso: se você for com crianças pequenas ou bebês, leve um carrinho de bebê dobrável, pois as distâncias que você terá que percorrer são bem grandes.

Em todo esse espaço, o destaque vai para as piscinas do hotel. Tem duas piscinas enormes, com acesso através de "prainhas" (muito bom para crianças pequenas não se machucarem), uma "tranquila" e outra "agitada". Na piscina agitada, música alta e animada toca praticamente o tempo todo - às vezes ao vivo - e há um bar molhado onde os adultos podem ficar bebericando drinques sem sair da água. Obviamente, a uma certa altura do dia o cheiro de álcool sobrepuja o do cloro (não estamos brincando), portanto se você não é fã desse tipo de ambiente, fique na outra piscina. Na piscina tranquila, crianças podem brincar livremente junto com os adultos, sem burburinho e barulho. Além dessas piscinas, há hidromassagem, piscina funda para esportes aquáticos, piscina rasinha para os bebês... Em resumo, no Iberostar há piscina para todos os gostos, basta escolher e aproveitar.

Ondas fortes
No quesito "água", além das piscinas, naturalmente, há também uma praia linda, bem em frente ao hotel, a poucos passos da área de lazer. A Praia do Forte dispensa apresentações, pois é considerada por muitos uma das mais bonitas do Brasil. Quem vai com crianças, no entanto, precisa saber que as ondas são bem fortes, pois é uma praia de tombo. Portanto, se seus filhos forem pequenos, não poderão aproveitá-la muito. A vista é maravilhosa: coqueirais, água verdinha, brisa constante... Tudo de bom!


Playground *
(foto divulgação Iberostar)
Outro diferencial do hotel é a equipe de recreação infantil. As crianças são divididas em 2 faixas etárias. Se quiserem, podem passar o dia todo com os monitores. Enquanto ficávamos lagarteando nas espreguiçadeiras ou dando caminhadas na praia, observávamos os monitores com grupos de crianças andando de um lado para o outro do hotel, fazendo brincadeiras, piqueniques à beira-mar, indo à piscina em grupo. Todos pareciam se divertir muito. No último dia do feriado prolongado, os monitores e as crianças organizaram uma apresentação muito divertida para os pais, com encenações e danças no palco do teatro do hotel. Considerando o curto espaço de tempo que passaram juntos, a apresentação foi um verdadeiro feito! No final, crianças e monitores se abraçaram ternamente, encerrando um fim-de-semana obviamente inesquecível para elas. A equipe de recreação do Iberostar é muito dedicada, interessada, e parece realmente gostar do que faz. Portanto, se seu filho é daqueles que gosta de participar desse tipo de atividade, esse é o lugar certo para vocês!

Fora as piscinas e recreação, o hotel oferece um ambiente muito agradável e divertido para crianças e adultos. Extensos jardins com árvores repletas de saguis e aves, playground, torre de observação da praia, bangalôs de massagem à beira-mar, xadrez gigante, discoteca (meio desanimada, pelo que pudemos ver), lobby espaçoso e bonito, campo de golfe próprio - o hotel está cheio de detalhes para agradar os hóspedes.

Os quartos também vão agradar quem procura por um bom espaço, decoração de bom gosto, banheiro espaçoso de mármore com banheira, varanda com vista para o mar (no nosso caso, pelo menos) e rede.

O lado ruim: muita gente e restaurantes aquém do esperado

Será que um hotel assim pode ter algum ponto negativo? Bem, nós encontramos apenas dois problemas: a quantidade de pessoas no lugar e os restaurantes. O hotel ficar devendo no quesito alimentação não é nenhuma surpresa, pois o esquema é all-inclusive. Ou seja, tudo que você consumir lá dentro já está pago, todas as refeições, lanches e bebidas, incluindo as alcoólicas. Portanto, como não dá para fazer milagre, o hotel acaba deixando a desejar. Há um restaurante enorme, central, que serve todas as refeições do dia, mas é especialmente lotado no café-da-manhã. Esse restaurante tem um buffet enorme, com opções variadas e algumas até boas, mas se você espera comer "bem", comida gourmet, etc, pode ficar decepcionado.

Restaurante principal ficava lotado*
(foto: divulgação Iberostar)
Outros bangalôs e bares estão espalhados na área próxima à piscina. Nesses restaurantes a comida é mais simples e não muito boa, com exceção da feijoada de sábado e da moqueca feita na cozinha ao ar livre (só teve uma vez, nos outros dias essa cozinha serviu comidas sem nada de especial). Basicamente, com poucas exceções, os restaurantes da piscina só servem para matar a fome sem ter que se deslocar até o restaurante principal. Os bares próximos às piscinas servem bebidas alcoólicas e não alcoólicas à vontade. No caso dos bares, também não espere nenhuma caipirinha de Absolut, nem ouse pedir uma cerveja de marca diferente. Até mesmo a velha e boa caipirinha de pinga não é das melhores que já provamos. Os hóspedes parecem não ligar para nada disso, pois os bares estavam sempre apinhados de gente pegando mais um drinque.

A tentativa do hotel de elevar um pouco o nível das refeições, sem incorrer em custos muito elevados, é um esquema de reservas para jantar em algum dos restaurantes de "especialidades". Dependendo da duração da sua estadia, você terá direito a reservar um, dois ou três jantares nesses restaurantes. Um é japonês (mas pela nossa lembrança só servia teppanyaki, não sushi), outro é uma churrascaria, e o terceiro, que provamos, um restaurante "mediterrâneo". Esse restaurante tinha uma comida consideravelmente melhor do que os restaurantes "genéricos", que não exigiam reserva. Consistia em um buffet de saladas e antipastos com várias opções de frutos do mar, e pratos principais a la carte também razoavelmente bons.

Em nossa opinião, a qualidade da comida, apesar de boa, não chegava a justificar a "briga de foice" que os hóspedes são obrigados a travar para conseguir uma reserva. Se você fizer questão de jantar nesses locais quando o hotel estiver cheio, faça sua reserva no balcão de atendimento (no lobby, perto da recepção) imediatamente após o check-in, assim que chegar ao hotel. Se deixar para depois, corre o risco de não conseguir lugar. Só não escolha a churrascaria, pois, pelo que vimos em nossas pesquisas antes de viajar, a qualidade da carne deixa muito a desejar. E, afinal de contas, você não veio até a Bahia para comer churrasco, não é?

O maior problema que encontramos nos restaurantes, no entanto, foi no café-da-manhã, apesar da comida ser boa e variada. Ele é servido no restaurante principal, num buffet enorme e complicado. Se você acordar um pouquinho mais tarde, vai encontrar esse restaurante tomado por centenas de pessoas, a maioria famílias com crianças, e garçons e copeiros assoberbados, correndo de um lado para o outro sem conseguirem dar conta do movimento.

Uma cena típica, que presenciamos todas as manhãs: todas as estações onde há pratos limpos estão vazias, não há um prato sequer em todo o buffet. Os hóspedes aguardam a chegada dos pratos. Quando o copeiro aparece empurrando um carrinho lotado de pratos, os hóspedes vão pegando os mesmos pelo caminho, antes do copeiro conseguir chegar ao local para repor os utensílios. Quando ele finalmente chega à estação, no carrinho há apenas uns poucos pratos, que rapidamente são levados pelos hóspedes, deixando ainda alguns à espera... Portanto, prepare-se para disputar a tapa o último prato, um lugar na fila da tapioca, o último wafer.

Não há tumulto e nem aborrecimento - os funcionários não se estressam, e nem os hóspedes, pois estão de férias. Mas não é uma situação muito agradável, ter que disputar pratos limpos no café-da-manhã... Portanto, além da qualidade dos restaurantes não ser muito boa, a multidão que se hospeda nesse resort nos dias de pico pode fazer das refeições um momento bem estressante.

Como dissemos, o Iberostar é enorme. Se estiver lotado, a quantidade de gente andando pelo lugar - concentrada principalmente nos restaurantes e na piscina agitada - é de enlouquecer. Além do congestionamento no café-da-manhã, na hora do almoço o buffet ao ar livre, ao lado da piscina, não é muito diferente. Quando o cozinheiro começa a preparar alguma coisa, imediatamente se forma uma fila que dobra a esquina. O pior é que a fila é justificável: quem fica por último fica sem comida, sendo obrigado a ir se servir em algum outro restaurante.

A piscina agitada é outro lugar onde o excesso de pessoas pode ser sentido inequivocamente. Imagine o ambiente: dezenas de pessoas de molho na água, tomando caipirinha sem parar por horas a fio, com um grupo de axé tocando na beira da piscina. Entrar nessa água é sinônimo de topar com um bêbado ou trombar com um nadador mais empolgado. Nas outras piscinas, a multidão não é tão presente, então se você não quiser topar com um mundo de gente dentro da água, fique sabendo que terá outras opções.

Então, em poucas palavras, a multidão e os restaurantes - e mais ainda a multidão nos restaurantes - são os dois calcanhares-de-aquiles do Iberostar. Quanto à multidão, não há muito o que fazer, pois o hotel é grande mesmo. Já a questão da alimentação, algumas medidas simples poderiam resolver o problema. Servir o café-da-manhã em três ou quatro lugares diferentes ajudaria bastante. Há a opção de tomar o café no restaurante da piscina, mas os horários e a variedade são limitados. Excluir algum item custoso do all-inclusive, como bebidas destiladas, cobrando-as à parte, para poder investir um pouco mais na qualidade da comida também não seria uma má ideia. Isso porque os hóspedes estão pagando um preço bem salgado para estar no hotel, então nada mais justo do que esperar um atendimento e alimentação à altura - não só do preço, mas também da beleza do lugar.

Por último, um dos problemas gerados pelo excesso de pessoas ocorre no check-out. Ao contrário de hoteis eficientes como Disney ou Las Vegas (que costumam receber a mesma quantidade de pessoas, ou até mais), o Iberostar tem um processso de check-out lento e antiquado, em que o hóspede tem que comparecer à recepção, verificar a conta, pagar, emitir nota, etc. Nos fins-de-semana prolongados, em que todo mundo vai embora no mesmo dia, o resultado é inevitável: 11:45 a fila na recepção toma conta de todo o lobby, e anda beeeem devagar. Portanto, procure se antecipar e faça o check-out logo depois do café-da-manhã do último dia.

Além do resort

Além do hotel em si, você pode aproveitar seu tempo por aqui fazendo alguns passeios pela região. O mais próximo e mais divertido é pegar um táxi até a vila da Praia do Forte. Ao contrário do Tivoli, outro resort do qual se pode caminhar até o projeto Tamar, o Iberostar fica um pouco distante da vila, requerendo um táxi. O taxista vai deixar você na entrada da vila, e combinar um horário para buscá-lo depois.

Caminhe pelo calçadão, fuçando as lojinhas de artesanato, parando para um sorvete, uma tapioca, ou para deixar as crianças brincarem no playground. No final dessa rua, fica a praia e, à esquerda, a entrada para o famoso Projeto Tamar. Entre para visitar as tartarugas, vale a pena! A loja é um pouco cara, mas muito boa para comprar lembrancinhas para os que ficaram em casa, e tudo mais que você quiser com o tema "tartaruga".

Outra ótima opção para quem visita entre julho e outubro é tentar avistar as baleias jubarte, que passam pela região nessa época. A Portomar (http://www.portomar.com.br/) tem um guichê de atendimento no lobby do hotel, e faz passeios de barco para visita às baleias. Esse passeio não é recomendável para crianças pequenas ou pessoas que sofrem de enjoos, pois o trajeto é longo e o mar, muito batido. Por isso mesmo, não pudemos ir ver as baleias, mas se você não tiver esse tipo de problema, não hesite! Todo mundo que já foi ficou encantado com esses enormes animais.

Se você não conhece Salvador, essa é uma ótima oportunidade para fazer um tour pela cidade. Você pode contratar o passeio dentro do próprio hotel. Novamente, não é lá muito divertido para crianças pequenas, pois os pontos fortes da cidade são atrações urbanas - Pelourinho, Mercado, Elevador Lacerda, Farol da Barra. Mas Salvador é uma das cidades mais encantadoras do Nordeste, especialmente se você gostar de arquitetura barroca e colonial, portanto vale a visita.

Considerando tudo isso, será que nossa família recomenda o Iberostar? A resposta é SIIIM! Principalmente se você conseguir fugir dos feriados e dias mais lotados. Embarque com as expectativas certas, já sabendo o que vai encontrar e o que fazer para não cair em roubada, e poderá aproveitar muito bem esse lindo hotel. E se você perguntar às maiores interessadas, as crianças, ao final da viagem, se elas acharam alguma coisa ruim, a resposta será um retumbante e uníssono NÃÃÃO. Portanto, se você não joga golfe e quer um lugar para agradar mais aos adultos, escolha outro hotel. Mas se você quer um resort excelente para as crianças, então o Iberostar deverá estar no topo da sua lista.

(Foto marcadas com * foram retiradas de http://www.facebook.com/album.php?aid=10090&id=106668732697073)

Texto gentilmente revisado por A. K. Arahata.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

FAMÍLIA RECOMENDA NO JORNAL DA TARDE


Ontem o blog Família Recomenda foi mencionado em uma pequena nota no caderno de turismo do Jornal da Tarde. Ficamos muito felizes e orgulhosos, e gostaríamos de dividir isso com você, nosso leitor!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A BOA SURPRESA DE FOZ DO IGUAÇU

Nossa viagem foi assim:

Época: fevereiro *****
Hotel: Bourbon Cataratas *****
Faixa etária das crianças: 5-7 anos *****


Já faz um certo tempo que fomos a Foz do Iguaçu. Em nossa visita, percebemos que havia muito mais estrangeiros circulando pelo parque do que em outros locais do Brasil - e quase mais estrangeiros do que brasileiros. Além disso, em conversas com famílias amigas, percebemos que as pessoas nem sequer levam em consideração uma viagem a Foz. Achamos realmente um desperdício! Por isso, resolvemos contar um pouco da nossa curta viagem à cidade, pois quando estivemos lá ficamos muito (e agradavelmente) surpresos com o lugar. Esperamos assim incentivar as pessoas a visitarem esse que é um dos destinos mais famosos do mundo, mas que nós, brasileiros, raramente lembramos na hora de planejar nossas férias.

Nossa família também não é exceção nesse caso - só decidimos ir a Foz para levar um visitante de fora que veio passar uns tempos no Brasil, caso contrário nem sequer consideraríamos ir para lá. Assim, levando na bagagem somente esmaecidas lembranças de nossas viagens de infância às cataratas, embarcamos rumo à cidade fronteiriça entre Brasil e Paraguai. Na verdade, queríamos apenas mostrar alguma beleza natural ao nosso visitante, e voltar para casa com a missão cumprida, sem maiores expectativas.

Há muitas maneiras de organizar uma viagem à cidade; nós compramos um pacote da CVC. Barato, pagamento parcelado, e muito conveniente. Mesmo levando em consideração a qualidade duvidosa dos guias e a chateação de andar num grupo grande, de ônibus (gente chegando atrasada, etc), achamos que valeu a pena. Os lugares de visitação em Foz são um pouco distantes uns dos outros, dos hotéis e da cidade, portanto um tour estruturado ajuda bastante - tanto na logística, quanto no custo. Isso é especialmente importante quando se viaja com crianças pequenas, pois você fica livre da tarefa de ter que planejar cada passo, procurar caminhos (caso alugue um carro), etc. A conveniência de reservar passeios diretamente com o guia, ao invés de ficar pesquisando e comprando vários passeios separados, também foi muito apreciada.

Opções de hospedagem

Playground aquático do Bourbon
Nossa primeira boa surpresa foi o próprio hotel. O Bourbon Cataratas (www.bourbon.com.br/cataratas) é um hotel antigão, grande e com decoração démodé. Mas é impecavelmente limpo, bem administrado, com serviço cordial, quartos espaçosos, piscina aquecida... E o melhor de tudo: uma bela piscina para crianças, enorme, rasinha, e com um playground aquático muito divertido. Todas as tardes depois de um dia de passeio, íamos à piscina infantil quando estava calor (e que calor!), ou à piscina interna quando estava chovendo. Além disso, o hotel fica na Rodovia das Cataratas, a poucos minutos do parque nacional.

Na época em que visitamos, o hotel que fica dentro dos limites do parque, bem juntinho à trilha que leva às cataratas, ainda não estava funcionando. Agora já está aberto, então é uma opção a se considerar. Não chegamos a verificar o custo, e nem conhecemos ninguém que ficou hospedado lá, portanto não podemos falar sobre a qualidade. Mas a localização com certeza é imbatível. Você sai do hotel e está a quinze minutos de caminhada da parte principal das cataratas.

Outros hotéis pelos quais passamos ficavam localizados na cidade de Foz. Avaliando somente de vista, pareciam antigos, e por serem hotéis urbanos não tinham tantas opções de lazer quanto o Bourbon. A outra desvantagem é que ficam mais distantes das cataratas. Se Foz fosse uma cidade interessante para o turista, até valeria a pena ficar nesses locais. Mas, pelo que pudemos ver, a cidade não tem muito de charme e lazer a oferecer, portanto, em nossa opinião, só teria valido a pena ficar hospedado lá em função do custo, que é mais baixo do que nos hotéis que ficam na Rodovia das Cataratas.

As cataratas

Por falar em cataratas, só visitando mesmo para lembrar por que esse é um dos cartões-postais do Brasil e um dos lugares mais conhecidos no mundo. Não é preciso dizer que a beleza do lugar é imbatível, a quantidade de água, inacreditável - você realmente sente na pele o poder e a força da natureza. Mas o melhor de tudo isso é que essa beleza toda está embalada agora por uma estrutura boa, com serviço competente e ótimas opções de lazer para os visitantes.

Quando partimos para nossa viagem, não sabíamos que o parque havia ficado tão interessante. Depois que voltamos, ficamos sabendo que a administração dos equipamentos e serviços foi cedida à iniciativa privada, o que explica a boa estrutura que encontramos ao chegar (http://www.cataratasdoiguacu.com.br/). Passando pela portaria, os visitantes eram levados até o início da trilha por ônibus do próprio parque, caso tivessem ido por conta própria, ou pelos ônibus de turismo autorizados, quando em grupo.

A trilha pavimentada dá vista
frontal para as cataratas
Fomos deixados no início do caminho que leva até a parte principal das cataratas, que pode ser feito em cerca de 30 minutos sem paradas, ou até 1 hora indo bem devagar e parando para fotos. Toda a trilha acompanha, pelo lado brasileiro, as cataratas do lado oposto, garantindo vistas espetaculares. Passarelas suspensas sobre o abismo, assegurando uma vista frontal das cataratas e um banho de gotículas d´água, vários mirantes ao longo do caminho e um elevador panorâmico no final fazem o passeio ainda mais agradável e bonito. Chegando ao centro de visitantes, há um restaurante self-service com comida caseira surpreendentemente gostosa (principalmente ao final de uma caminhada cansativa), com vista para as cataratas.

Macuco Safari

Macuco Safari começa com
um passeio de jardineira
A outra opção que existe dentro do parque, e que fizemos, foi o passeio de bote inflável pelo leito do rio, que dá oportunidade de ver as cataratas de baixo (http://www.macucosafari.com.br/). O nome do passeio, Macuco Safari, não tem nada a ver com o barco. O nome é proveniente de um curto passeio de jardineira (trenzinho a diesel) pelo meio da floresta (impressionante), que leva os visitantes até certo ponto. Dali em diante, é necessário fazer uma caminhada por trilha (em grande parte pavimentada) na mata. O caminho é curto, mas pode ser cansativo para alguns por causa do relevo e do calor sufocante, e leva até o local de embarque nos botes.

Vista bem próxima das
cataratas
O embarque é feito numa plataforma sobre o rio, onde os visitantes são equipados com coletes salva-vidas, e entram em grandes botes para o passeio pelas cataratas. Vale avisar que os coletes não são a coisa mais limpa que já vimos na vida, então se você achar que pode ficar incomodado, leve um paninho para colocar entre seu pescoço e o colete. O outro detalhe importante é que você vai se molhar, portanto proteja bem os equipamentos eletrônicos. De resto, a água é bem vinda porque o calor é insuportável. Em hipótese alguma desista do passeio, pois é emocionante!

A sensação de estar ao pé de uma queda d´água altíssima e a vista inusitada das cataratas lá de baixo são imperdíveis. O piloto do barco também faz algumas manobras, como aproximar-se das quedas d´água ou ficar andando em grandes círculos, que fazem o passeio ainda mais emocionante. Não podemos deixar de mencionar que já houve um acidente nesse barco há alguns anos, mas em nosso passeio em momento algum sentimos insegurança ou perigo. Evite levar crianças muito pequenas, que poderão se recusar a fazer a caminhada pela mata, ou que não vão querer usar o colete, ou ainda ficar com medo no barco.

Outras opções

Quatis são presença constante e divertida
O parque tem também uma lojinha de presentes muito interessante, com souvenirs, roupas, etc, e cujo destaque são os animais de pelúcia - espécies exóticas da fauna brasileira, que são difíceis de encontrar em outros locais. Além de serem um presente muito bonito, não deixam de ser educativos para as crianças. Em nossa visita também tivemos encontros com alguns animais, e o que mais gostamos de encontrar foram os quatis, que estão por toda parte.

Tudo isso fizemos no lado brasileiro das cataratas. O passeio do lado argentino não pudemos fazer, mas temos lido em todos os lugares que é completamente diferente do lado brasileiro. Portanto, aquela história de que "quem viu um, viu todos" não se aplica aqui. Mesmo tendo visitado o lado brasileiro, aparentemente vale a pena ver o argentino, pois oferece uma experiência diferente. Para fazer esse passeio você vai precisar de pelo menos meio dia.

Na estrada que leva ao parque, há também um santuário chamado Parque das Aves, muito bem cotado pelos visitantes pela variedade de espécies e pela beleza do lugar. Nós não visitamos o local, mas pelos comentários deve ser muito bonito, principalmente para as crianças que gostam de animais (ou seja, quase todas).

Visitantes em Itaipu
Outro lugar bem interessante para uma visita é a usina de Itaipu (http://www.itaipu.gov.br/). Controversa, enorme e muito conhecida, Itaipu oferece uma visita organizada e educativa, sem ser chata. As crianças mais velhas, em especial, vão gostar de conhecer a imensidão de um lugar sobre o qual ouviram falar na escola, e que ainda por cima é bonito e interessante, especialmente se um ou mais dos vertedouros estiverem abertos, deixando ver a enorme vazão de água da usina. Se sua família ou seus filhos não se interessarem nem um pouco pelo assunto, então provavelmente vão morrer de tédio.

Usina: mais interessante quando
o vertedouro está aberto
Se for fazer todos esses programas, quatro a cinco dias serão suficientes para sua estadia em Foz. Ideal para um feriado prolongado ou uma viagem mais curta naquelas férias em que estiver com o tempo apertado. Portanto, um lugar muito conveniente e lindo para visitar, e para entender por que esse é um dos locais que mais atraem estrangeiros no nosso país!

Veja mais informações em http://turismo.ig.com.br/destinos_nacionais/2010/07/26/foz+do+iguacu+paraiso+de+aguas+de+fazer+inveja+a+estrangeiros+9538481.html.

Texto gentilmente revisado por A.K.Arahata.